Meus olhos já um tanto sonolentos
Vagavam por paisagens que eu não via
Alheios às mudanças dos momentos
Calando as emoções daquele dia
Torpores envolviam, a todo instante,
A paz da minha mente desarmada
E um sono que chegava abraçante
Soprava a sua brisa aveludada
E nesse limiar de consciência
À beira de um portal iluminado
Deixei aqui na terra a existência
Parti para um mundo imaculado
E então, um despertar se fez presente
Ao ver o despencar de falsos muros
Num vôo que transpôs a minha mente
Pra dimensões vedadas aos impuros
Atravessei espaços conturbados
Vi frêmitos de raivas em semblantes
Invejas e conclúios sendo armados
Ouvi dos fracos, gritos lancinantes
Passei por entre mundos de maldades
Enfermos suplicando suas curas
Famintos relembrando com saudades
Os temos de colheitas e farturas
Guiado pela luz da eternidade
Cheguei ao meu destino derradeiro
Feliz pousei na terra da verdade
Senti meu coração pulsar ligeiro
Por entre risos cheios de alegria
Tão fruto da emoção da minha gente
Pensei no pobre mundo em agonia
Que o Homem condenou com sua mente.
Fim da parte 1. Mais no próximo post.
Nenhum comentário:
Postar um comentário