Eu fui, junto com muitos, escolhido
Para atestar que o bom não desatina
E mesmo em um mundo desvalido
Há forças que o Mal não elimina
Munido de uma fé esperançosa
Desci naquela terra consciente
Da chama que queimara impiedosa
A Fé que Deus doou para aquela gente
Mas ao chegar no mundo nesse dia
Passei a ser um simples ser humano
Que cedo, muito cedo, já sentia
A paz de quem nasceu samaritano
Surgi como um mortal de dons escassos
Carente de palavras retumbantes
Distante de sucessos e fracassos
Mas fonte de amores abundantes
Ouvindo o bom som dos sentimentos
Cresci vestindo o Bem como armadura
E ao afastar os maus ressentimentos
Eu aspirei dos ares a ternura
Deslizes cometi na juventude
Tropeços em andanças passageiras
Borrifos que pingaram na virtude
Pedriscos que arranharam as trincheiras
Mas forças redentoras afloraram
De fontes todas elas transcendentes
E logo muito claro me mostraram
O rumo das veredas florescentes
Fim da parte II. Mais no próximo post.
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