Eu sempre quis ficar bem diferente
Daqueles que solapam harmonias
E abatem de maneira persistente
As fontes que transmitem alegrias
OS meu caminhos passam bem distantes
Das tramas que ocultam o culpado
Das palmas que enaltecem o farsante
Dos passos que conduzem o celerado
Eu tenho por dever nessa vivência
Jamais sentir lampejos de maldade
E escutar com toda a paciência
Lamúrias dos que choram de verdade
E ao fazê-lo como um doce abrigo
Aos que procuram ombros bem macios
Eu pouso os olhos ternos de amigo
No fundo dos seus corações sombrios
É nessa hora plena de magias
Onde não vejo paz e nem sossego
Que tento enviar em romarias
Lições celestiais de aconchego
Tal qual um navegante solitário
Que usa seus sentidos como guia
Só calo quando julgo necessário
Trocar um vendaval por calmaria
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